Eu ainda sinto medo, medo do que vai acontecer, ou do que ele vá me dizer. Não importa se nada faz sentido, o incoerente fazia ter.
E a culpa, como o esperado, reina a dias nos meus pensamentos, e assumi-lá doi, ainda mais quando ja se cria o enredo todo, botando a culpa pra bem longe de mim, fazendo com que meu signo, meu remédio, minha asma, ou até mesmo minha mãe que me xingou aquela manhã, tenha mais culpa do que eu.
Ele tem veneno na língua, o diabo nos olhos, e minha estupidez a seu favor.
E se nao bastasse, usa da maneira mais errada, fazendo sempre o mais util as suas próprias necessidades.
O mundo é dele, e eu tambem sou.
Outra vítima contente.
Me matava todas as vezes que pronunciava qualquer frase em tom diferente, é inacreditável, não é possivel haver tanta dissimulação ali dentro, e mesmo assim, não abala nem um pouco o que sustenta a minha perssistência.
É um querer tão absurdo, tão inconsequente, que não é retribuido na mesma proporção.
Essa noite eu desejei ser cega, surda, muda, qualquer deficiência que me poupasse daquelas investidas. Que eu não resisti.
Fraca?
Não se pode chamar uma pessoa de fraca quando seu querer é mais forte do que a tentativa de afastar.
É como uma droga. O cheiro dele de roupa limpa, de perfume misturado com cigarros, me embebedam, enlouquecem, levam ao êxtase momentaneo. O auge. E por fim a angústia.
Aquela angústia de quando se esta querendo, precisando da overdose, uma daquelas que cegram qualquer sensação, Exceto a do prazer.
Eu preciso de qualquer deficiência que não me faça enxergar, querer, sentir, tudo isso que sem nem saber o porque, eu suporto.
Preciso de qualquer coisa fácil, que desfarce, que desfoque.
Entenda. Eu não posso sentir a dor outra vez. Reviver. Dobro.
Então vem a escolha. cultivar ou não vira um ponto de questionamento.
Ele sabe, que se eu cultivar, vou sofrer. Apenas não me conta. Cala. Consente. Me beija.
Não se esforça, não luta contra os pontos que me afastam dele, mas também não solta a corda, um falso herói, me deixando na corda bamba, porém, impedindo que eu caia.
Eu preciso de mais cigarros, um café forte e quente, um antidoto para o veneno que despeja dos seus lábios, eu preciso urgentemente de uma cura.