sexta-feira, 16 de abril de 2010
Mudanças.
Eu cansei do que não foi feito pra mim, cansei da tentativa, da pressão momentânea de forjar o costume e engrandecer os maus atos, cansei dos sorrisos que iluminam com sombras e das mãos que afagam e sufocam, das bocas que beijam e mal falam, dos falsos motivos pra convencer. Cansei do êxtase, do perfeito momentâneo, dos dias de glória, dos bambos andaimes. Estou de volta, entre linhas, sem negrito ou sobressalto, venho atenta, de passo manso, em meio ao silêncio, apenas desejando não acordar ninguém antes de voltar para a cama.
Perdi. Havia perdido tudo que acreditava me segurar e não havia ninguém pra segurar-me. Naquele dia chuvoso e sob aquela chuva fina, nem o arco-íris que havia acabado de aparecer fazia sentido. Nada mais fazia.
Diante das cervejas que não faziam efeito ou do cigarro que acabava sem porquês, eu percebia.
Percebia que perdi. Perdi por acreditar que as conquistas que faziam minha felicidade só dependiam de mim. Perdi por crer que as outras bastariam. Perdi por ter ganho o mundo e perdido a alma ao mesmo tempo. Pensava que se obtivesse todo o resto, ela não teria tamanho significado, tolice a minha.
Chega a linha de término e todo mundo ganha, e tu se consola com prêmios secundários, se houvesse consolo. Tu se consola com o futuro incerto e conquistado, se consola com a liberdade, com a bebida dos dias, a fumaça dos pulmões, as pessoas de cada noite e a responsabilidade do resto da vida. Consola-se com a ausência que se fez doída e cicatrizada
O copo vazio agora é cheio,e nao faria diferença mais nada, nem ninguem.
Etanol, nicotina, tempo tempo tempo tempo.
Diante das cervejas que não faziam efeito ou do cigarro que acabava sem porquês, eu percebia.
Percebia que perdi. Perdi por acreditar que as conquistas que faziam minha felicidade só dependiam de mim. Perdi por crer que as outras bastariam. Perdi por ter ganho o mundo e perdido a alma ao mesmo tempo. Pensava que se obtivesse todo o resto, ela não teria tamanho significado, tolice a minha.
Chega a linha de término e todo mundo ganha, e tu se consola com prêmios secundários, se houvesse consolo. Tu se consola com o futuro incerto e conquistado, se consola com a liberdade, com a bebida dos dias, a fumaça dos pulmões, as pessoas de cada noite e a responsabilidade do resto da vida. Consola-se com a ausência que se fez doída e cicatrizada
O copo vazio agora é cheio,e nao faria diferença mais nada, nem ninguem.
Etanol, nicotina, tempo tempo tempo tempo.
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