
Acho que a algum tempo atrás eu escrevia com mais frequência e com uma naturalidade maravilhosa.
Meus textos eram românticos e abstratos, hoje travo lutas tórridas até mesmo com o meu 'querido charlie' que a dias permanece com as folhas de papel intactas.
Semana passada tive que escrever um conto, nunca foi tão dificil, cheguei a ficar em desespero, mais o desespero maior veio quando caí na real e percebi o 'por que' dessa situação.
Descobri que alem de uma inevitável falta de romantismo para escrever textos melosos, havia o dilema de escrever sobre um assunto no qual eu nao acredito cem por cento.
Só vou ressaltar que "era uma vez'' uma menina bobinha. Deixei de sonhar em ser uma pricesa, achando que um pricipe de cavalo branco apareceria e me amaria para sempre.
Afinal, o nucleo problematico dos contos é existencial - o heroi ou a heroina busca a realização pessoal.
Pra mim os contos de fadas nao passam de uma grande baboseira, os principes encantados nao passam de sapos imaginários e o "felizes para sempre'' é história pra boi dormir --'.
Podem me chamar de insencível ou de ingênua, mais sinceramente, ingênuidade é pensar que a bela adormecida nao acorda depois de cem anos com o cabelo todo arrumado, alem de nao estar nem um pouco amassada, é acreditar que de todo reinado apenas a cinderela calça 35 e que os principes encantados nao tem defeitos.
Para mim, as relações são construidas com o tempo e na aprendizagem mútua entre pessoas passíveis de erro. No ''felizes para sempre'' á uma boa dose de brigas, desencontros, duvidas e tudo mais que existe em qualquer convivência.
Tanto faz ser um reino muito distante ou muito próximo. no consciente ou inconsciente das pessoas, a realidade e a ficção coexistem.
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