domingo, 8 de fevereiro de 2009

Família


Foi legal sair com meus pais hoje, eu até perdi as contas de quanto tempo faz que nós não nos divertimos juntos. Fomos comer algo, andar na represa, chupar sorvete, e depois cinema. [ /tipicoprogramadefámiliadedomingo] rs’
Eu tinha me esquecido como é bom comer batatinhas com as mãos, esquecido como o meu pai pode ser divertido se quiser, e de como eu posso passar uma tarde sem gritar com a minha mãe [/tá, só uma vez rs' quando ela veio me empurrando pra cima daqueles garotos --'].
Eu e meu pai corremos feito loucos em volta na represa comemorando a vitória do São Paulo *-* Claro que eu estraguei tudo caindo [ /novidade -.- ], mais nós rimos pra caramba, eu lambuzei minha mãe com sorvete, ensinei ela a falar um monte de gírias novas dizendo que ela precisava se "antenar" mais rs', eu ri muito depois de dez minutos quando meu pai disse: "Eu não quero peixe, quero carne!" e a minha mãe respondeu: "Nossa amor você ta roubando a minha viu", e depois piscou pra mim, como se diz 'aprendi viu'.
Me senti com 7 anos de idade de novo, e veio aquela onda de saudade, de nostalgia de quando eu e meu pai nos divertíamos na rua jogando futebol ou empinando pipa, enquanto as outras meninas montavam suas casinhas nos quintais de suas casas, de quando ele me ensinou a bater nos meninos caso eu 'precisasse' (claro que quando eu estava na 2º série, eu sempre precisava bater em alguém, --', eu. . . precisava (: )
Quando eu levava suspensão por bater nos meninos :x³ a minha mãe sempre dava a maior bronca no meu pai, e entrava numa onda de me dar bonecas '-', que claaro eu rancava suas cabeças cortava o cabelo e enchia de meia naquele interior oco pra jogar como bola na rua, e quando a minha mãe brigava, eu sempre falava que eu tava fazendo uma operação na boneca, e que sua cabeça precisava ser arrancada Uu'.
Hoje enquanto meu pai conversava com um amigo que ele encontrou na represa, minha mãe fez cafuné no meu cabelo igual quando eu tinha 6 anos e ela estava feliz comigo.
Eu sempre fui muito independente, nunca implorei afeto, e nem dependi muito dos meus pais, e isso criou uma ponte entre nós.
Ponte essa que ninguém tinha coragem de atravessar, eu por orgulho e eles por vaidade. Mais hoje, não existia mais pontes, nem orgulho nem vaidade, tudo isso deu espaço a uma coisa que eu havia esquecido que eu tinha "Família".

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